sexta-feira, 9 de março de 2012

Como calcular a quantidade de bebida para o seu evento



Foto: Angélica Fonseca

Para garantir o sucesso da sua festa, detalhes importantes deverão ser analisados: quais os tipos de bebidas, a qualidade dos produtos oferecidos e as quantidades que serão serviços aos convidados. Até porque este momento é único e especial merecendo bebidas mais apuradas.

Saiba que, refrigerante, suco e água são indispensáveis em qualquer festa. Vinho e uísque são opcionais, mas dependendo do tipo de festa, eles serão muito bem vindos.

O cálculo da quantidade de bebidas deverá ser feito de acordo com seu tipo de festa, em geral, a primeira delas é preparar uma lista de convidados, mantendo a média de pessoas que você quer convidar. Em seguida, verifique os pratos que serão servidos durante a festa, já que as bebidas devem acompanhar cada tipo de comida.

Como calcular a quantidade de bebida por pessoa


ESPUMANTES (champanhe ou prosecco), em uma festa “bolo-com-champanhe”, onde o champanhe será servido do começo ao fim da festa.

Garrafas
Convidados
01
02
50
100
100
200
150
300

ESPUMANTE (champanhe ou prosecco), quando este for servido apenas na hora do brinde.

Garrafas
Convidados
01
07
14
100
28
200
42
300

VINHO BRANCO

Garrafas
Convidados
01
03
30
100
60
200
90
300

VINHO TINTO

Garrafas
Convidados
01
04
25
100
50
200
75
300

CERVEJA

Latas
Convidados
02
01
200
100
400
200
600
300

ÁGUA E REFRIGERANTES

Litro
Convidados
300 ML
01
33 litros
100
66 litros
200
100 litros
300

UÍSQUE

Garrafas
Convidados
12
100
24
200
36
300

COQUETEL

Litro
Convidados
750 ML
25



Calcule uma garrafa de 750 ml de coquetel de frutas para cada 25 convidados.

Atenção:

As medidas se modificam caso, na mesma festa, seja servido todas essas bebidas. Se esse é o plano, calcule:

Para 100 convidados
  • Cerveja: 50 latas
  • Uísque: 10 garrafas
  • Vinho tinto: 10 garrafas
  • Vinho branco: 12 garrafas
  • Espumante: 33 garrafas
* Para mais convidado, multiplique essa quantidade.

Deve ser levada em consideração também:

  • O tempo de duração da festa: A duração da festa conta muito! Em uma festa animada que dura mais de cinco horas, espera-se que as pessoas comam e bebam muito mais.
  • A estação do ano: No verão, bebidas com água, refrigerantes e cerveja serão mais consumidas. No inverno, o consumo de vinho será maior.
  • Quem será convidado: Os amigos, com certeza, consumirão mais bebidas do que as suas tias idosas e as amigas de sua mãe.
  • A variedade: Se houver apenas, refrigerante, água e cerveja, a quantidade consumida destas será bem maior do que em uma festa onde houver também champanhe, vinho e uísque.
Outras dicas
  • Converse com o responsável pelo serviço de bufê, antes de fechar as bebidas. Se for possível compra-las em consignação é melhor.
  • Lembre-se de providenciar refrigerantes diet.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Casamento Civil


A definição exata do casamento civil varia historicamente e entre as culturas, mas no Brasil é uma união socialmente sancionada entre um homem e uma mulher, com ou sem filhos, mediante comunhão de vida e bens, como a maioria de outros países. Independentemente do regime de bens escolhido pelo casal, o casamento cível tem também impacto em outras áreas como a herança, obrigação de apoio e responsabilidades perante filhos.

Conheça os detalhes legais para oficializar a união civil de forma prática e que atenda às expectativas de ambos.

Providenciar os documentos e dar entrada no pedido em cartório é o primeiro passo para concretizar o enlace no civil. Para isso é necessário:
  • cópia autenticada da certidão de nascimento dos noivos;
  • cópia autenticada da Carteira de Identidade dos noivos (tire frente e verso do mesmo lado);
  • cópia de um comprovante de residência dos noivos (luz, telefone, etc);
  • cópia de identidade dos padrinhos (que servirão somente para ajudar a tirar os dados na hora de preencher os formulários).

Outras providências caso você seja:

Estrangeiro:
  • Levar cópia autenticada do Registro Nacional de Estrangeiros (RNE).
Viúvo:
  • Levar cópia autenticada da certidão de casamento anterior e da certidão de óbito do cônjuge.

Divorciado:
  • Levar cópia autenticada de certidão de casamento anterior e da averbação do divórcio (no verso da mesma).

Menor de 18 anos (maioridade civil):
  • Estipula o Código Civil que menores relativamente capazes (idade compreendida entre 16 e 18 anos de idade) podem casar. Para tanto, devem comparecer ao cartório competente acompanhado(s) dos pais ou responsável (eis) legal (ais) e dos respectivos documentos de identificação (Cédulas de Identidade) de ambos.
  • Caso um dos pais do noivo(a) seja(m) falecido(s), então, somente o responsável(eis) civil(is) ou tutor(a) deverá(ao) levar(em) fotocópia(s) autenticada(s) do termo de nomeação de tutela juntamente com sua(s) respectiva(s) Cédula(s) de Identidade.
É importante ter atenção quanto à conservação dos documentos, pois os cartórios sempre solicitam que a documentação esteja atualizada. Se houver algum problema, é necessário pedir uma segunda via.

Agora, é só escolher se o civil será realizado no cartório ou se haverá o deslocamento do juiz de paz até o local da cerimônia. Neste caso, o valor aumenta. Contudo, ainda existe outra possibilidade. O Código Civil permite que padres e pastores, devidamente registrados, façam casamentos religiosos com efeito civil. O que significa uma opção mais barata, além de facilitar a dinâmica da cerimônia. No entanto, é necessário ter atenção aos prazos estipulados para emitir a Certidão de Casamento. Quando a união é oficializada no próprio cartório, a certidão é feita na hora. Já em casamento externos, é emitida uma habilitação, que deve ser entregue no cartório em até três meses para que o matrimônio seja legalizado.

Antes do casamento civil, faz-se necessário escolher o tipo de união legal. A lei brasileira prevê basicamente três tipos de regime: Separação Universal de Bens, Comunhão Universal de Bens e Comunhão Parcial de Bens, mediante um contrato, uma escritura pública que formaliza a união. Ele é tão importante quanto o registro.
  • Separação Universal de Bens, segundo a qual cada um responde por seu próprio patrimônio;
  • Comunhão Universal de Bens, em que tanto o patrimônio anterior quanto o adquirido durante o casamento pertencem a ambos;
  • Comunhão Parcial de Bens, da qual fazem parte somente os bens adquiridos durante o matrimonio.
Esta última é a adotada como padrão nacional. Ou seja, não havendo, por parte dos noivos, manifestação quanto ao regime de bens, o casamento será efetivado em comunhão parcial. Se o casal optar por um regime diferente desses três, devem ir ao cartório de notas ou civil, dependendo do Estado em que residem, e fazer uma escritura de pacto antenupcial. Esse documento descreve quais serão os bens separados e quais farão parte da comunhão.

Após a Lei do Divórcio, toma-se imprescindível estabelecer um contrato entre os noivos, deixando claras as bases deste casamento. Desde 1996, existe uma lei, permitindo a realização de um casamento na forma de um contrato, entre um homem e uma mulher.

Dicas:

Caso você escolha casar no civil, mas fora do Cartório, o escrivão habilitado levará o livro de registro de casamento no lugar combinado e fará a cerimônia. Você terá que pagar uma taxa por esse serviço, mas em compensação a cerimônia ficará mais íntima e aconchegante.

Quando se casa dentro do próprio cartório, não é preciso usar um vestido de noiva, mas o ideal ‘q que seja uma roupa branca e especial para esse dia, pois a noiva deve sempre ficar mais destacada do que os demais.

Ao procurar o Cartório, você terá que comparecer com duas testemunhas, que não podem ser os pais dos noivos e que devem ser maiores de 21 anos. Todos deverão apresentar a Carteira de Identidade.

O prazo para ficar pronto o documento do civil varia de Cartório para Cartório.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Decorando o seu grande dia!


Foto: Lucas Rachinski

Um lugar bem decorado é fundamental para uma festa de casamento. Use o bom senso e a sua sensibilidade para criar um ambiente harmonioso, pois a decoração do ambiente é o segundo elemento que será observado pelos convidados.

Deste modo, uma decoração estruturada garante o impacto inicial e dita o ritmo da celebração. Para isso, é fundamental ter arranjos nas mesas, uma bela mesa de bolo e outra de doces, assim como um cuidado especial com a exposição das lembrancinhas e com a entrada do salão.

Na decoração das mesas, é interessante mesclar arranjos altos e baixos. Atualmente, usa-se muito vidro, espelhos e pedraria de strass. Muito, importante: não faça arranjo de centro de mesa com mais de 30 cm de altura. Assim seus convidados não vão precisar esticar o pescoço para conversar com quem está à frente.

Quanto à escolha das flores, o melhor é basear-se na estação do ano em que o casamento vai ocorrer. No Verão, por exemplo, vale optar por espécies de coloração alaranjada ou outra mais quente. Também pode-se escolher as brancas, que promovem uma atmosfera linda e não há risco de errar. Evitar misturar tonalidade de flores. Mas, acima de tudo, é importante deixar a festa com a cara do casal. Cuidado! Com as muito perfumadas. Pois, o excesso de perfume por interferir no gosto dos pratos e às vezes até na digestão.

Pratos, copos e talheres são, geralmente, oferecidos pelo bufê, de acordo com o que pede o cardápio. Já as toalhas e os guardanapos podem ficar a cargo da empresa responsável pela decoração. A cor de ambos deve estar condizente com as usadas para enfeitar. Se a louça é decorada preferia as toalhas lisas ou trabalhadas somente nas barras. Assim, o visual não fica carregado. E, se a louça for branca, use e abuse das estampas, dos bordados e das texturas nas toalhas e jogos americanos, que garantem um visual mais contemporâneo. Mas se o ambiente for escuro as toalhas, preferencialmente, devem ser de tonalidade clara, porque esta transmite ar de limpeza.

No quesito mesas, é possível variar de acordo com o tipo de jantar que será servido. Quando há pratos quentes, como arroz e carne, e massas, utiliza-se uma mesa grande, com lugar para seis, oito ou dez pessoas, Mas, se a festa tiver mais jeito de “balada” e apenas bufê com petiscos e mesa de frios, é perfeitamente possível espalhar bancos pelo salão, fazendo uma decoração em estilo de lounge.

A luz também deve ser pensada. Durante o dia, não há como usar itens de iluminação. Neste caso, a solução é utilizar mais flores e enfeites. À noite, as noivas ficam entre a iluminação com velas e a artificial, com o auxílio de refletores de luz amarela. As velas são muito usadas tanto nas festas clássicas quanto nas modernas. Elas podem ser empregadas desde a entrada do salão, juntamente com árvore francesas e plantas em vasos decorativos. Atenção: velas e flores não combinam. O calor das velhas faz com que as flores murchem, mais rapidamente.

Queijos...Delícias que deixam à vida mais saudável e saborosa!


Por: Angélica Fonseca
Foto: Verena Reich (Fábrica de queijo da região Emmenthal – Suiça)

A combinação harmoniosa do queijo e vinho cai muito bem, na época do inverno. Esta época nos traz a oportunidade de preparar uma pequena recepção íntima e servir queijos deliciosos com vinho.

Para preparar uma tábua de queijo não há regra fixa. Mas, para obter uma mesa harmoniosa é obrigatório pelo menos quatro variedades de queijos, além de torradas e biscoitos salgados, pão de centeio, pão tipo baguete, pastas e patês diversos. Manteiga, salada fresca acompanhada de um molho bem leve, entre outras opções. Não podendo esquecer de um bom azeite de oliva.

Procure iniciar a montagem de uma mesa de queijos fazendo uma boa seleção dos queijos que você irá servir. Dê preferência aos queijos mais finos, pois em um bom “queijo & vinho” estes são os mais apreciados. Considere um consumo médio de 200g por pessoas (somando todos os tipos de queijos).

Normalmente, uma boa mesa de queijos pode ser composta da seguinte forma:

•20% de queijos de mofo branco (Brie, Camembert ou Chamois Dor)
•10% de queijos de mofo azul (Gorgonzola, Roquefort ou Chamois Bleu)
•10% de queijos tipos suíços (Gruyère, Maasdamer ou Fol Epi)
•30% de queijos suaves (Itálico, Gouda ou Saint Paulin)
•15% de queijos de sabor forte (Parmessao, Port Salut ou Chavroux)
•15% de queijos cremosos com sabores (Rombol “diversos sabores” e os da linha Le Fromager)

Coloque os queijos em tábuas e, para facilitar os cortes e evitar as misturas de sabores, coloque uma faca para cada queijo. Os queijos devem estar na temperatura ambiente, a fim de não terem seu sabor e sua consistência alterados. Retire-os da geladeira uma hora antes de servi-los. E só devem ser cortados pelo anfitrião e os convidados no momento de serem degustados, nunca antes da hora.

A mesa deve ser preparada com toalha igual em tecido rústico. Os pratos, talheres, copos e guardanapos devem ser agrupados em um canto da mesa ou em um bufê auxiliar.

As frutas fazem um excelente acompanhamento na montagem da mesa, pois além de decorar, servem também para serem degustadas junto com o queijo e o vinho. Frutas como pêras, uvas brancas e rosada e maças são as mais indicadas.


 Os queijos mais apreciados

•Brie – queijo macio, não prensado de massa cremosa. Sabor peculiar, marcante, mas não forte que se acentua com o tempo.
•Camembert – queijo macio, não prensado, de sabor suave, levemente adocicado e de casca vermelha.
•Emmental – massa cozida prensada de sabor suave, levemente adocicado e de casca vermelha.
•Fundido – queijo de sabor suave, macio e brilhante.
•Gorgonzola – queijo com veios azuis proporcionados pelos fungos que estão no interior de sua massa cremosa e quebradiça, sabor picante.
•Gouda – queijo de massa firme prensada, de sabor muito suave, semimole.
•Gruyère – queijo de massa cozida prensada tem sabor de avelã, textura lisa com pequenos buracos.
•Provolone – queijo de massa dura prensada é liso, branco, cremoso, fresco, de sabor suave, que se torna mais picante ao envelhecer.
•Roquefort – queijo fabricado com leite de ovelha. É maturado por três meses em cavernas calcáreas úmidas. Sabor forte e picante.

Harmonia entre queijos e vinhos

•Queijos de massa mole (ricota, minas, de cabra) – branco seco.
•Queijos meia-cura (Camembert, Brie, Ementbal, Tilsit, Gouda) – tinto semi-encorpado.
•Queijos de massa dura (Parmesão ou de cabra) – tintos encorpados.
•Queijos picantes (Bouesin e Roquefort) – tintos encorpados ou vinhos doces.
O cálculo do vinho é de meia garrafa por pessoa.


Conheça melhor o azeite de oliva

•O azeite de oliva é um tipo de óleo produzido único e exclusivamente a partir da azeitona, fruta da Oliveira, uma árvore natural da região do Mediterrâneo.
•Assim como os vinhos, os azeites se diferenciam por uma série de fatores, que vão da variedade de azeitona e do estágio de maturação dos frutos, até o tipo de solo onde as oliveiras são plantadas. Um bom azeite deve ser 100% de oliva, não misturado com outros óleos.

Tipo de azeite

Azeite Extra Virgem
•É um azeite obtido através da extração por processo de prensagem mecânica das azeitonas, com aroma e sabor impecável, com limite de acidez de 0,7%.
Azeite Virgem
•É um azeite obtido através da extração por processo de prensagem mecânica das azeitonas, e não é misturado com outros óleos, possui acidez máxima de 1,5%.
Azeite Puro
É uma mistura entre azeite de oliva refinado e azeite de oliva virgem ou extra virgem, apresentando menos de 1,5% de acidez.

Saiba um pouco mais sobre o azeite:

•Ao consumir o produto é aconselhável que se verifique sua acidez, pois é um importante fator de classificação. Os bons azeites geralmente apresentam baixa acidez.
•Quanto mais jovem, melhor é o azeite. O azeite jovem é aquele de cor mais esverdeada. É mais frutado, amargo e picante.
•Os azeites mais amarelados são aqueles obtidos de azeitonas mais maduras. São menos amargos e picantes.
•É recomendável consumir o azeite o mais rápido possível após sua abertura, pois ele é prensado uma única vez a frio ou pela variação de pressão e temperatura, e aberto fica exposto à luz, calor e o ar que são altamente prejudiciais ao produto.
•O aroma do azeite não deve indicar a presença de defeitos como ranço ou mofo. O seu gosto deve ser frutado e pode conter outros aromas como o de ervas, plantas ou pasta de azeitona, pode ainda conter alguns traços importantes, tais como gosto amargo ou levemente picante.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Crônica ao Cerimonialista

Por: Sílvio Lobo Filho

Quem é aquele a quem se curva os reis, majestades, presidentes, governadores, autoridades... Para ouvir, segregando ao ouvido?
De que força se reveste esse desconhecido, discreto, recostando-se aos cantos, atendendo sem discussão, a um curto aceno?
Qual o mistério que envolve esse alguém, que autoridade não é, mas a elas orienta os cumprimentos, a expressão, o vestir o modo de falar, o momento de sorrir, o caminho a percorrer, o assento a ser usado, proceder à mesa?
Quem é esse que com perspicácia transforma uma gafe em só “um momento de descontração”, que muda o ambiente simplista, tornando-o formal, revestido de importância e respeito; que cumpre a hierarquia; que antecipa detalhe com antecedência para evitar improviso?
Que extraordinária força exerce sobre os dirigentes do mundo, para definir os pratos e a ordem dos pratos, como recepcionar e ser recepcionado, como participar de almoços e jantares, café e drinks, como servir, como atender?
Que vasto conhecimento é dotado esse ser humano, para decidir estilos e qualidades de roupas, o uso dos distintivos, de medalhas e honrarias?
Como pode dominar o quê, quem e como convidar, qual o papel a ser usado, o tipo de letra, a estética, o conteúdo, a diagramação, a redação?
Esse, que tem sempre um sorriso nos lábios, alegria nos olhos, respostas rápidas e soluções precisas, é o Cerimonialista. Um misto de conselheiro e orientador, planejador e relações públicas, orador e escritor, poeta e sonhador, num exemplo resumido de pequenina parte das suas funções.
Ele, que conhece as precedências, os gestos e preceitos, as honrarias e privilégios, os símbolos do poder;
Ele, que domina o tratamento, as fórmulas de cortesia, a relação e a expressão oficial a linguagem e a diplomacia;
Ele, que obedecem as regras e as transforma, cria e modifica, busca a evolução, a modernização;                                    
Ele, que tem o dom de captar a cultura dos povos, que dignifica as reverências e refinamentos, mas que sublima, sobretudo a convivência entre as pessoas.
Sim, é ele quem planeja, organiza, executa, avalia e ao final, senta-se à última poltrona, sorrindo para si mesmo, regando a sua face com suas lágrimas, no silêncio do salão, agora deserto, ouvindo o bater do seu próprio coração e o ressoar dos últimos passos da platéia para dizer: “ Obrigado meu Deus, por ter-me permitido não falhar” .
Silvio Lobo Filho é professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Cerimonialista. Presidente do Conselho de ética do CNCP

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O vinho das grandes citações


                  O vinho é uma bebida tão ilustre que mereceu do famoso Pasteur o seguinte conceito:
                                  “Existe mais filosofia em uma garrafa de vinho que em todos os livros”.

Por: Angélica Fonseca

 A história do vinho é algo envolvente e cativante. Remota ao ano 800 a.C., na época de Homero, que os grandes bebedores de vinho transportavam o líquido em ânforas de argila cozida. Muito depois é que descobriram que a madeira era o melhor guardião daqueles líquidos – as barricas foram inventadas pelos celtas durante o século III a.C. Até o fim do século XVII o vinho era guardado e servido em recipientes de barro ou estanho. As garrafas de vidro, inicialmente sopradas, surgiram apenas por volta do ano 1700.

O vinho sempre foi considerado um produto místico para ser bebido em ocasiões especiais ou por pessoas influentes. O homem moderno, desejoso de apreciar os prazeres da vida sabe que ele passa, obrigatoriamente, por uma aproximação do vinho. Para os amantes desta fabulosa bebida, cada taça é uma nova descoberta. Se você quiser descobrir o mundo do vinho, é aconselhável saber alguma coisa a seu respeito. Mas, não se esqueça! Para se tornar um bom entendedor no assunto seria preciso ler muito, fazer curso, tomar parte de degustação. Só, assim, que poderá enfrentar com alguma confiança a lista de vinhos, a perspectiva de uma degustação, e até a altivez de um sommelier.

A apreciação do vinho revela-nos segredos e sensações indiscutíveis. Tudo começa com a apreciação visual do vinho, quando se avalia a textura, o corpo, a transparência e a tonalidade da bebida. A segunda etapa é olfativa: primeiro se coloca o nariz inteiro na taca para perceber os aromas, depois se agita o liquido para desprender outras notas. A degustação é o último passo. Ao ser servido, o liquido deve passar por toda a língua, num movimento como um bochecho, para que sejam sentidos todos os sabores.

Escolhendo o vinho

•Branco suave – Vinho adicionado de açúcar no momento em que está sendo engarrafado, tornando-o doce.
•Branco seco – Vinho feito geralmente com uvas brancas (de casca verde). Na sua maioria é jovem e fresco para consumo mais rápido. Ele também pode ser frutado e aromático, encorpado e aromático.
•Rose – Produzido com uvas tintas, cuja casca é retirada do meio do processo, de forma que tinja apenas levemente o vinho.
•Tinto suave – Também é vinho adicionado de açúcar no momento em que está sendo engarrafado, tornando-o doce.
•Tinto seco – Feito de uma grande variedade de uvas, que variam com a região e as técnicas de produção empregadas, oferece desde vinho mais leve e refrescante como o extremamente denso e encorpado.
•Espumante – Feito de uva branca ou tinta, resultando um vinho branco ou rose, com gás. Muitos confundem um espumante com o champanhe, produzido exclusivamente na Franca, na região que leva esse mesmo nome.
A origem de cada blend

 Vinhos mais encorpados feitos com uvas tintas:

•Cabenet Sanvignon – Originária da França, e muito bem adaptada ao Brasil. Produz vinho tinto de sabor inigualável e marcante, generosamente encorpado, e de cor violácea e buquê exuberante.
•Carmenère – Originária do Chile, sendo esta sua uva emblemática por alcançar aí a sua melhor expressão. Produz vinho frutado, forte e ácido.
•Malbec – Originária da França. É a principal uva da Argentina. Produz vinho substancioso e suculento com taninos suaves, bem amadurecidos.
•Merlot – Originária da região Bordeaux, França, muito bem adaptado, também, no Brasil. Produz vinho tinto de corpo, buquê macio e marcante.
•Tannat - Originária da região de Madiran, sul da França. Produz vinho adstringente, e rico em cor e em extrato. Necessita de envelhecimento.

Vinhos mais leves feitos com uvas tintas:

•Gamay (Gamay Noir à Jus Blanc) – Usado em vários países. Produz vinhos suaves, leves e bons.
•Pinot Noir – Originária da região da Borgonha, sudoeste da. França. Produz vinhos com aromas intensos e, que evoluem muito bem com o passar do ano.
•Syrah/Shiraz – A origem desta uva tinta é bastante controversa. Alguns acreditavam que sua origem era siciliana, tendo emprestado seu nome da cidade de Siracusa. Produz vinhos de cor roxa intensa e de grande qualidade.

Vinhos feitos com uvas brancas:

•Chardonnay – Originária da França. É considerada a rainha das uvas brancas. Produz vinhos brancos de aromas sutis, equilibrados e refrescantes.
•Gewurztraminer – Originária da região do Reno, Alemanha. Produz vinhos de sabor agradável e intenso com aromas exuberantes, que lembram frutas e flores do campo.
•Riesling – Originária das regiões banhadas pelos rios Mosel e Reno, Alemanha. Produz vinhos de leve sabor e aromas cítricos que lhe conferem delicado frescor.
•Sauvigno Blanc – Originária da região Bordeaux, França. Produz vinhos secos e refrescantes

Harmonização de pratos e vinhos

Dizer simplesmente que carnes brancas devem ser acompanhadas de vinhos brancos secos tintos ligeiros não basta. É necessário que saibamos que os pratos variam de sabor em função de seus temperos e molhos ou até acompanhamentos e que, quanto mais intensos forem os sabores dos pratos, mais intensos devem ser os sabores dos vinhos.

O que combina com quê?

Frios: brancos e rosados secos.

Patês à base de fígado: brancos doces.

Sopas e Massas: dependendo da cor do molho, brancos e tintos secos.

Peixes: brancos secos ou tintos jovens.

Peixes Defumados: brancos secos ou espumantes brut.

Moluscos: brancos secos aromáticos.

Carnes Brancas (vitela, frango, coelho, porco): brancos secos ou tintos jovens.
Carnes Vermelhas (bovina, caprina, aves nobres): tintos semi-encorpados.

Carnes Escuras (cacas): tintos encorpados.

Sobremesas: doces – mais licorosos.

No entanto o Champanhe, espumante e proseccos combinam com tudo.

A Recusa de um Vinho

É fácil perceber que um vinho azedou. O gosto é o de um gole D’água de uma piscina. Mas há outras características:

•Um travo avinagrado que queima a garganta;
•Um tom amarronzado num vinho branco; marrom avermelhado num vinho tinto;
•Um gosto de mofo, de decomposição, sem nenhum aroma que o redima;
•Aparência turva, leitosa.
•Quando a rolha toda está úmida, ou seca, ou disforme, o vinho estragou e ficou com “gosto de rolha”.

Como servir

•É conveniente abrir a garrafa de vinho cinco minutos antes de servi-lo, para que os vapores se liberem, deixando cair algumas gotas para o caso de haver borra ou resíduos de rolha.
•A transferência (Decantar) do vinho para uma garrafa de cristal é mais indicada aos velhos vinho tinto e ao Porto. Vinho branco e champanhe, servido gelado, não são decantados.
•Ao servir o vinho no cálice, enche-se só dois terços, deixando folga até a borda, o que ajuda a liberar o bouquet ou o aroma que emana da bebida. Champanhe serve-se só até a metade da taca, inclinando-a levemente em diagonal, para formar e manter a bebida bem gelada.
•O vinho possui suas virtudes, por isso é servido em cálices específicos, sendo recomendável apresentar os tintos em cristal transparente para não alterar sua cor, um dos atributos na avaliação da bebida de qualidade. O modo de pegar o cálice também define um entendedor: o cálice é segurado pela haste e não pelo bojo permitindo que seja devidamente avaliada sua aparência, evitando também que o calor da mão altere a temperatura.
•É uma regra de bom-tom que seja colocado um pouco de vinho no cálice do anfitrião para ele aprova-lo antes de ser servido aos convidados. Num restaurante, procede-se da mesma maneira, cabendo ao cavalheiro ou à senhora que lidera o grupo provar.
•O ideal é primeiro oferecer um vinho branco e, depois dois ou três tipos de tintos. Seguindo a seguinte hierarquia: o leve antes do encorpado, o mais novo antes do mais velho, o seco antes do doce, o simples antes do complexo. Assim, um vinho potente nunca vai matar o mais leve, o sabor mais intenso não vai se sobrepor ao mais delicado.
•Usar o copo certo também é uma arte na forma de beber vinho. Porém jamais utilize uma taça de vidro. A de cristal, além de garantir o glamour, mantém o aroma e o sabor da bebida.



Champanhe

O verdadeiro champanhe vem da região de Champagne, na França, e resulta de uma segunda fermentação na garrafa. Se o mesmo processo é empregado em outra região às garrafas podem ter o mesmo aspecto, mas os rótulos dizem méthode champenoise (ou, “fermentado naturalmente na garrafa”), isto significa que tem o mesmo prestígio e alguns especialistas sustentam que são tão bons quanto os outros. Se o aspecto é ainda de champanhe legítimo, mas a fermentação secundária ocorre fora da garrafa, o rótulo dirá cuve fermée. Esses vinhos também são bons. Em outras garrafas semelhantes às do champanhe legítimo o que se encontra é o vinho carbonatado barato.

Como abrir uma garrafa de Champanhe

A palma da mão deve cobrir a rolha enquanto o arame é retirado. A garrafa deve ser girada devagarzinho, enquanto a mão permanece firme, pressionando a rolha. A garrafa deve estar num ângulo de 45 graus, e a rolha, uma vez retirada, deve ser conservada na mão. O que resulta na perda de um mínimo de espuma e em um estouro bem-educado.

Para servir corretamente

Temperatura ideal
Graus
Tinto jovem
14
Tinto encorpado
Entre 16 a 18 (os mais antigos)
Branco
Entre 8 a 12
Espumante e Champanhe
Entre 6 a 7

VOCABULÁRIO DA DEGUSTAÇÃO

Ácido ou de acidez marcante – expressão que significa boa presença de acidez, sendo percebida na ponta da língua (picante e própria de acido cítrico) ou nas laterais (quando resultante de ácido tartárico).

Agressivo – vinho que apresenta “agressividade gustativa”, resultante do excesso de acidez, acentuada tonicidade ou adstringência.

Aromático – vinho rico em substancias aromáticas presentes nas uvas de base, facilmente encontrados em vinhos jovens.

Aveludado – vinho que apresenta sabores macios, harmônicos. É mais utilizado para definir o sabor dos vinhos tintos.

Brilhante – esta expressão define o aspecto do vinho. O vinho sempre deve se apresentar brilhante, límpido, naturalmente em maior ou menor grau.

Com buquê – presença de aromas complexos, intenso e diversificado. Perfume que um vinho adquire ao envelhecer, ditos “perfumes terciários”.

Com corpo ou encorpado – conjunto de elementos que compõem um vinho: álcool, glicerina e açúcar. Significa “estrutura, densidade, força” das sensações gustativas.

Enófilo – palavra de origem grega que “amigo do vinho” (enos = vinho + filos = amigo), que reúne todas as pessoas amantes do vinho, de profissionais a consumidores.

Enólogo – profissional de nível superior das vinícolas, encarregado das diversas e complexas etapas da criação dos vinhos, desde a concepção, passando pela seleção das uvas, elaboração do produto em cantina, até o engarrafamento. É considerado o engenheiro do vinho.

Estruturado – sinônimo de encorpado ou robusto.

Fino – aromas ou buquês delicados, refinados e distintos.

Floral – refere-se a aromas secundários, intensos e próprios de vinho brancos jovens. Lembram as flores.

Fresco – refere-se a aromas secos, ácidos e intensos. É próprio de vinhos jovens.

Frutado – refere-se a aromas secundários, formados durante o processo de fermentação, muito intenso em vinhos jovens e que geralmente lembram frutas verdes, como maca, pêssego, etc.

Harmônico – usa-se este termo quando se quer definir um vinho que possui ótimo equilíbrio de seus componentes principais (álcool, acidez, corpo) resultando num produto agradável, fácil de tomar, seja branco, rosado ou tinto.

Herbáceo – relacionado a aromas que lembram ervas verdes. É freqüente acha-lo em vinhos tintos jovens, macerados em excesso.

Intenso – na cor, indica uma tonalidade; no perfume; a amplitude de sensações; no gosto, a permanência.

Leve – vinho de baixa graduação alcoólica, mas equilibrado e agradável.

Levedura – aroma que lembra as leveduras do pão, freqüentemente achado em espumantes.

Licoroso – é o aroma dos vinhos chamados “generosos”, enriquecidos com álcool e envelhecidos em madeira, que por sua graduação alcoólica, estrutura e doçura se assemelham a um licor. Ex.: Jerez, Porto, etc.

Límpido – que apresenta aromas francos, sem interferências.

Madeirizado – refere-se a vinhos onde a presença de madeira impede ressaltar os aromas naturais do vinho.

Persistente – com aromas “longos”, que permanecem no nariz e no copo.

Prosecco – uva originária da região de Veneto, Itália. Ótima para vinhos espumantes, tipo champanhe.

Robusto – assim indicamos um vinho rico de álcool e de corpo. Enche nossa boca e seu sabor permanece.

Seco – vinho que não apresenta sabores adocicados é absolutamente neutro em relação ao açúcar.

Sommelier – profissional de restaurante encarregado dos vinhos, desde a elaboração da carta, compra e manutenção do vinho na adega, aconselhamento do vinho aos clientes e o respectivo serviço à mesa.

Suave – vinho equilibrado e com certo caráter rotulado devido à abundância de álcool e glicerina.

Tânico – vinho adstringente, excessivamente rico em tanino, uma substancia cedida ao vinho pela casca da uva. Principalmente os tintos, são importantes para conservar a bebida e sua cor. Confere ao sabor uma sensação adstringente e rude, que se atenua com o envelhecimento.